.mais sobre mim
.pesquisar neste blog
 
.posts recentes

. O POEMA NO PARQUE

. QUANDO PARTIR

. QUANDO PARTIR

. EQUÍVOCO

. NA CEGUEIRA DE TER-TE

. ROSA AMARELA

. PREFIRO VINHO

. ODE AO CHÁ

. A MINHA BUGANVÍLIA

. MÃE TECEDEIRA

.arquivos

. Abril 2012

. Março 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Outubro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
EQUÍVOCO

 

Cresci equívoca numa tessitura doiro

 - invisível armadilha

de perecíveis deslumbramentos.

Como prender nas asas das mãos

os voos de todas as aves,

se das raízes dos plátanos

a ponta dos dedos

é espinho ferido

na última gota de amor.

 

 

Bernardete Costa



publicado por bernardetecosta às 15:44
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
NA CEGUEIRA DE TER-TE

 

Parti em vela içada ao vento, o sol em tempo agreste

esmaecia no celeste azul, sol e lua no mesmo cais,

tarde demais a doer nostalgia.

 

À berma da vida te abracei por não saber mais amar-te.

Terminou na penumbra dos meus olhos

a cegueira maior de ti ao penar o teu amor.

                                                                                             

O suor nas axilas, todas as pedras no peito,

e eu a perder-te pelas brumas, o teu rosto cego e duro

na cegueira do meu rosto.

 

Todas as tardes findaram nas mãos,

não mais névoas no Tejo ou asas no Mondego, não mais

perguntas por onde te perdias em desassossego.

 

Pelas vielas penas a vida numa pena de ver-te.

E as brumas nos meus olhos morrem de frio, não mais

a luz de estio na cegueira de ter-te.

 

Findou o vento que te trazia tal flor na lapela,

e tu pelas ruelas, rameira da escuridão colhendo seivas,

                         cinzas de amor e de pão…

 

tu pelo chão, tu perdida de mim,

ave nocturna a vender o amor que me pertencia na madrugada,

jasmim a florescer em açucena desfolhada.

 

Hoje, o outrora é passado que apago.

Não te posso amar, no coração restam farrapos de bandeiras

que o vento enfuna,

 

nesse imenso Tejo que te tragou,

nesse Mondego sereno,

                        desistente de ti como eu.

 

 

 

Bernardete Costa



publicado por bernardetecosta às 18:16
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
ROSA AMARELA

sabe-se bela e derramada em esplendor de sol;

na raiz dos defeitos, rosa roseira não perturba lapela

em seus efeitos,  pois não é mulher

com desgosto de amor .       

 

mas rosa amarela é cega da luz que a tortura;

flor refém da cor, entretecida na chuva,

qual mulher em queixume de musa

com travo de delírio dos lábios bebida.

 

a crer-se Flora no matiz e mel das pétalas

por loucos  pretendida, em silêncio, excessiva.

 

rosa a esmaecer na ardência que a retém, bela rosa

na cintilação dos meus versos,

 

lugar de exílio em poema delida,

como mulher em fio de astúcia

                                   tomada de segredos.

Bernardete Costa

 



publicado por bernardetecosta às 18:03
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|